Brinque, reflita, interaja

 Brinque, reflita, interaja

Editora Ludikoo transformaos dias de distanciamento social em agradáveis momentos para a familia com jogos de tabuleiro

Quem não gosta de jogar uma boa partida de um jogo divertido e desafiador? A competividade é inerente ao ser humano, mas nesse tipo de competição o verdadeiro vencedor é aquele que entende que para que ele ganhe é preciso que todos também saiam ganhando. Essa é a proposta da Ludikoo: utilizar a ludicidade como forma de colaborar com a transformação da sociedade, por meio de interação proposta por jogos de tabuleiro.
E como isso funciona? O criador da Ludikoo, Claudio Casaccia, explica: “As pessoas estão cansadas de receber informação pelo modo mental, é preciso tocar o coração para comunicar e transformar. Fazer uma brincadeira e uma gincana pode tornar mais leve passar o conteúdo e os valores que são necessários. Brincando, trabalhamos com os sentimentos; colaborando, trabalhamos em conjunto para atingir uma meta”.
Interagir, comunicar e se divertir são palavras de ordem para que os jogos propostos pela Ludikoo alcancem seus objetivos. A ideia é que os participantes atuem em conjunto, e não como oponentes, para buscar a solução de um desafio em comum. Por meio das cartas apresentadas e a dinâmica do jogo, os jogadores vão incorporando conteúdos, princípios e valores, com atitudes de solidariedade, cooperação e empatia.

Sem Pressa Nem Pausa

Se a ansiedade incomoda, que tal jogar um jogo chamado “Sem Pressa Nem Pausa”? A proposta de desacelerar é simples e ao mesmo tempo complexa para muita gente. “Esse jogo foi inspirado na mensagem que a pandemia está nos passando, sobre a necessidade de refletir acerca de nosso modo de viver”, declara.
O jogo “Sem Pressa Nem Pausa” é o mais recente lançamento da Ludikoo. “O tema do jogo é uma pista olímpica, mas quem ganha é, provavelmente, aquele que chega por último. É uma pegadinha que criei”, se diverte ao revelar. Além disso, o jogo traz muitas mensagens sobre o tema da sustentabilidade, como a teoria do decrescimento econômico, cultivo em agroflorestas, cidades em transição, ócio criativo e o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB), além de mensagens poéticas e provérbios.

Ficou curioso?
Clique aqui e assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Z9VdWYchX7c

Jogo da Carta da Terra

O propósito do “Jogo da Carta da Terra” é divulgar os ideais de sustentabilidade de maneira lúdica, de acordo com os princípios da Carta da Terra, – http://www.cartadaterrabrasil.com.br/prt/texto-da-carta-da-terra.html – documento elaborado em sua primeira versão durante a cúpula da Terra Eco-92, realizada no Rio de Janeiro. Trata-se de um jogo cooperativo onde todos ganham, ou todos perdem, em que todos se divertem, interagem e cuidam para que seus parceiros não se deem mal.
De acordo com Cláudio Casaccia, esse jogo foi criado para estimular a educação para a sustentabilidade, utilizando recursos lúdico-pedagógicos que promovam a cooperação e a consciência para a ação social e ecológica. Por ser um resumo do que queremos ver no mundo, a Carta da Terra é o eixo central do jogo. Assim, é possível disseminar as diretrizes apontadas por esse importante documento que visa o desenvolvimento sustentável de nosso planeta.
O tabuleiro tem trilhas que são percorridas pelos jogadores sem uma direção definida. Seus objetivos são:
1– cumprir o desafio coletivo de reunirem suas peças ao longo do tabuleiro para ingressar no centro, o Planeta Terra;
2– manter o fluxo de energia para permanecerem todos “vivos”;
3– escolher um princípio da Carta da Terra e expressá-lo através de alguma manifestação artística para pessoas que não façam parte do jogo.
“Os jogadores devem trabalhar para se unir e andar juntos no tabuleiro, cumprindo tarefas que o jogo propõe. Somente quando estiverem unidos, poderão entrar na Terra e, nessa etapa, as pessoas precisam fazer algo pós-jogo para divulgar o conteúdo de um princípio da Carta da Terra. Certa vez um grupo de jovens criou um blog, já outros jogadores fizeram poemas, músicas, teatros, entre outras expressões artísticas”, explica.
O jogo é constituído de uma caixa de papelão, onde estão contidos o tabuleiro de montar, o livreto de regras com o texto completo da Carta da Terra e outras informações para facilitadores, as cartas, um dado e um pequeno saco de pano para sementes.

Diálogos Com Vivência

A Ludikoo tem ainda a disposição do público o “Diálogos Com Vivência”, um jogo colaborativo que coloca seus participantes diante de situações desafiadoras. Durante a partida, personagens fictícios interagem entre si e levam os jogadores a transformar diálogos em conversas mais harmoniosas com uma escuta um pouco mais atenta. “É um jogo que trabalha a comunicação não violenta. Há a criação de cenas em que as pessoas praticam uma harmonização do diálogo”, explica Cláudio Casaccia.
Além desses, há vários outros jogos que não foram editados, como o “Reviravoltas Locais”, criado dentro da associação Nossa Cidade, cujo objetivo é promover o protagonismo em pequenas comunidades. Outro jogo foi criado em oficinas ministradas em uma escola pública na cidade de Itabirito. “Apliquei o ‘Reviravolta Locais’ e os alunos me ajudaram a criar um jogo a respeito do bullying”, salienta. Já o jogo “Lugar Bonito” é uma adaptação de um game criado no Canadá e adaptado para a realidade brasileira. A ideia central é limpar um lugar degradado e deixá-lo novamente bonito.

Ludikoo: capacitação, educação e conscientização

Destaca-se que a Ludikoo, além de desenvolver a metodologia e produzir os jogos, também oferece oficinas e palestras para todo tipo de organização. O intuito é educar e conscientizar um público diversificado, além de capacitar os facilitadores que irão mediar os jogos entre os participantes dentro das instituições. “Há ainda a possibilidade de desenvolvimento de jogos personalizados que sintonizem com nossos propósitos”, salienta o criador da Ludikoo.
A Ludikoo realiza oficinas em organizações de caráter social, educacional ou empresarial, com os jogos editados pela editora, tendo duração variada conforme a necessidade de cada instituição. A proposta é fazer com que ao jogar, os participantes vivenciem os valores da cooperação, interdependência, solidariedade e comunicação de uma forma lúdica e prazerosa.
Os cursos, por sua vez, visam capacitar facilitadores de rodadas educativas e de conscientização. Já a consultoria pode ser feita em instituições com a necessidade de criar jogos personalizados e apropriados à sua realidade e atividades.
“Estamos chegando num momento da civilização em que precisamos abandonar o individualismo e trabalharmos o coletivo. Todos os jogos trazem essa questão de trabalhar a colaboração e interação entre jogadores. Esse efeito traz um benefício indireto. As turmas que trabalham nessas instituições começam a se conhecer melhor por meio do jogo e ter metas e desafios em comum para serem superados com maior facilidade” complementa Cláudio Casaccia.

O criador da Ludikoo

Claudio Casaccia, gaúcho radicado em Minas Gerais, é arquiteto e permacultor. A permacultura é uma metodologia voltada para a manutenção de um sistema autossustentável, com a produção de alimentos agroecológicos e até mesmo com o desenvolvimento de uma arquitetura de baixo impacto ambiental.
“Na construção da minha casa na ecovila, priorizei os elementos existentes no local. Para o alicerce foram utilizadas pedras encontradas na área; os adobes foram produzidos com a terra local; para o telhado vivo apliquei mudas de “boldinho” que proliferavam próximo à Casa Mãe. Não utilizamos madeiras nobres na obra, apenas aquelas de reflorestamento ou de reciclagem; e para o tratamento do esgoto foi empregado um sistema biológico que finaliza com uma zona de raízes”, explica.
Ele frequentou o Curso de Design em Permacultura (André Soares), o Programa Germinar de Desenvolvimento de Líderes Facilitadores (Hercules Randazzo), o Treinamento em Ecovilas da Gaia Education (May East), a imersão em Jogos Cooperativos (Fábio Brotto) entre outros.

Atualmente, ele é o mentor do desenvolvimento de uma ecovila em Moeda/MG, o Vilarejo Amaranto, além de dedicar-se a criar, produzir e divulgar jogos que conduzam a uma educação e conscientização de crianças e adultos para uma vida mais sustentável e relações mais equilibradas. Ele conta que, quando era criança, detestava jogos de competição, mas adorava desafios criativos de qualquer espécie. “Hoje me dou conta que no nosso dia a dia presenteamos nossos filhos com joguinhos competitivos, alimentando esta faceta das relações interpessoais”, completou.
Surgiu, assim, um novo questionamento: “Porque não se criam jogos cooperativos?”. Tempos depois, ele foi convidado para participar de um grupo com a missão de criar uma ferramenta de ecopedagogia para uma Organização não governamental (ONG) que trabalhava com crianças de escolas. Surgiu então o “Jogo da Carta da Terra” e esse era apenas o início. Aos poucos, esse antigo menino nada competitivo foi sendo levado para o mundo dos jogos cooperativos e acabou ficando conhecido como ‘jogador’. Ele é pai de quatro filhas e avô de quatro netos. “Por enquanto”, finaliza.

E-mail: ludikoo.editora@gmail.com
WhatsApp: (31)9.8238.2110
Site: www.ludikoo.com.br/
Facebook: facebook.com/JogoDaCartaDaTerra

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